Perg. & Resp.

bulletInformações básicas sobre a audição do bebê
bulletPerguntas e respostas mais freqüentes
bulletFaça x Não faça
bulletGlossário técnico

bulletINFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE A AUDIÇÃO DO BEBÊ
marcador Por que é importante avaliar a audição de seu bebê ?
 

No Brasil a cada mil nascimentos três nascem com problemas auditivos causados por diversos fatores, tais como: rubéola, meningite, prematuridade, entre outros.

Pelo fato da deficiência auditiva ser invisível, dificulta a sua identificação ao nascimento. Portanto, alguns bebês só serão diagnosticados quando os pais perceberem que algo está errado com o desenvolvimento da fala. Normalmente é percebido que estas crianças não falam, apenas apontam ou levam seus pais ao que desejam.

 
marcador Porque devemos submeter o bebê ao Teste da Orelhinha ?
 

Primeiramente, todos os recém-nascidos deveriam passar por uma avaliação da audição dentro de hospitais e maternidades antes da alta. Este exame é simples, rápido e indolor. 

Quanto antes for diagnosticado que o problema existe, o desenvolvimento geral deste bebê será facilitado, diminuindo as diferenças com uma criança ouvinte.

Alguns dos hospitais e maternidades já possuem dois testes de triagem auditiva: Emissões Otoacústicas (EOA) e Resposta Auditiva do Tronco Encefálico (BERA).

 EOA = Teste de triagem que mede a função coclear. São sons inaudíveis produzidos por vibrações da cóclea. Um pequeno microfone capta o som da emissão ou o que foi emitido pela cóclea.

 BERA = Medida das ondas cerebrais em resposta a um estímulo sonoro. Estas medidas não podem ser obtidas apenas com um teste comportamental.

 
marcador Se o bebê não passar no Teste da Orelhinha, o que fazer ?
 

Quando um bebê é reprovado, faz-se o encaminhamento para um médico especialista em audição (Otorrinolaringologista) e para um Fonoaudiólogo. Estes solicitarão uma avaliação completa da audição. Caso seja confirmada a deficiência auditiva, os pais serão orientados e encaminhados para intervenção.

Independente da confirmação da deficiência auditiva, o processo de intervenção terapêutica deve ser iniciado. 

 
marcador Se o bebê passar no Teste da Orelhinha, o que fazer ?
 

Mesmo que o bebê passe no teste, os pais deverão manter uma atenção especial para o desenvolvimento de fala, linguagem e audição porque nem sempre os problemas auditivos aparecem no nascimento.

 
marcador

O que esperar no desenvolvimento auditivo de fala e linguagem de meu filho ?

AUDIÇÃO E COMPREENSÃO

FALA

Nascimento - 3 meses

 Apresenta sobressalto com ruídos fortes;

Cala-se ou sorri quando lhe falam;

Parece reconhecer sua voz. Cala-se se está chorando ao reconhecer sua voz;

Apresenta maior ou menor sucção em resposta ao som.

Produz sons de prazer como gorjeios e balbucios;
Chora de diferentes maneiras dependendo de suas diferentes necessidades;
Sorri quando lhe vê.

4 - 6 meses

Move os olhos na direção dos sons;
Responde a mudanças no tom de voz;
Presta atenção à música;
Presta atenção a brinquedos que emitem som.
O balbucio da criança aparece mais na fala e contém muitos sons diferentes, incluindo o p, b, m;
Expressa alegria ou tristeza com a fala;
Emite sons e gorjeios quando está sozinha ou quando brinca com alguém.

7 meses - 1 ano

Desfruta de jogos infantis simples que contém rimas e canções acompanhadas de gestos manuais e faciais;
Volta-se e olha na direção dos sons;
Presta atenção quando alguém lhe fala;
Reconhece os nomes de objetos comuns como: sapato, suco, copo... ;
Começa a responder a perguntas e ordens simples como: "vem cá" e "quer mais?".
O balbucio da criança contém grupos de sons curtos e longos, como: "tatá", "bibibi", "upupu";
Usa a fala e os sons para atrair e manter a atenção, sem ter que chorar;
Imita diferentes sons da fala;
Usa uma ou duas palavras ("mamãe", "papai", "não", "água") ainda que não soem muito claras.

1 - 2 anos

Indica as diferentes partes do corpo quando pedido;
Obedece ordens simples e entende perguntas simples ("pegue a bola", "dá um beijo no nenê" e "onde está a mamãe?");
Presta atenção a canções, rimas e contos simples;
Aponta nas páginas de um livro quando se nomeiam as figuras.
Usa mais palavras com o decorrer dos meses;
Usa perguntas que contém uma ou duas palavras como: "mais?", "o que é isso? ", "papai já foi?";
Usa duas palavras juntas como: "mais pão", "olha mãe";
Usa muitas consoantes diferentes no início das palavras.

2 - 3 anos

Entende o significado de algumas palavras como: "em cima/embaixo", "abre/fecha", "grande/pequeno"...;
Obedece ordens compostas ("pegue o livro e coloque na mesa").
Usa orações de duas ou três palavras para falar sobre as coisas ou para pedi-las;
As pessoas mais próximas à criança entendem o que ela fala na maioria das vezes;
Com freqüência, pede objetos ou dirige a atenção aos mesmos chamando-os pelo seu nome.

3 - 4 anos

Ouve quando o chamam de outro cômodo da casa;
Escuta rádio e televisão no mesmo volume que o resto da família;
Contesta perguntas simples que iniciam com as seguintes palavras: "quem?", "que?", "onde", "por quê?".
Fala sobre o que faz na escola ou na casa de seus amiguinhos;
Pessoas estranhas entendem na maioria das vezes o que a criança fala;
Usa várias orações com quatro ou mais palavras;
Em geral, fala com facilidade sem precisar repetir sílabas ou palavras.

4 - 5 anos

Presta atenção a contos curtos e contesta perguntas simples sobre os mesmos;
Escuta e entende a maior parte do que se fala.
A voz da criança soa tão clara como a das demais;
Usa orações bem detalhadas, como por exemplo: "tenho duas bolas vermelhas em casa";
Narra contos centrados ao tema;
Comunica-se com facilidade com as demais crianças e com os adultos;
Usa muitos sons corretamente, com exceção de alguns como: "g, f, s, r, l, ch";
Usa a mesma gramática que o resto da família.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

bulletPERGUNTAS E RESPOSTAS MAIS FREQÜENTES
 

Fonte : Oral Deaf Education

1- Quais são as causas da perda auditiva ?
 

A perda auditiva ocorre em 3 de cada 1.000 bebês devido a :
 

marcador Causas genéticas : A maioria das perdas auditivas em crianças possui causas genéticas. Recomenda-se que os pais que tenham crianças com perda auditiva recebam assessoramento genético em algum momento de sua vida. Também é aconselhável que os demais irmãozinhos sejam avaliados ao nascer.
 
marcador Outras causas de nascimento : Há causas não genéticas, tais como peso baixo ao nascer ou uma infecção intrauterina. O sarampo ou o citomegalovírus (CMV) é transmitido ao bebê no útero causando problemas auditivos. Outros fatores que podem salvar a vida do bebê, como um ventilador pulmonar ou antibióticos fortes também podem afetar a audição.
 
marcador Causas posteriores ao nascimento : Algumas crianças podem perder sua audição depois do nascimento. A meningite e alguns medicamentos fortes como os antibióticos injetados, podem produzir impedimentos auditivos. Certas causas genéticas da surdez são progressivas, podendo levar a criança a perder a audição no decorrer do tempo.
 
marcador Causas desconhecidas : Em muitos outros casos, nunca chegamos a saber realmente por que a criança é surda ou tem dificuldade para ouvir.
 

2- Quais os fatores de risco que conduzem a uma perda auditiva?
 

Os seguintes fatores de risco podem estar associados com uma perda auditiva. Podem ser utilizados como indicadores da necessidade de avaliar a audição de seu filho :
 

marcador

História familiar de surdez infantil;

marcador

Infecções durante a infância (rubéola, CMV, sífilis, toxoplasmose ou herpes...);

marcador

Deformidade de cabeça e pescoço;

marcador

Baixo peso ao nascer, menos de 1.500 g;

marcador

Icterícia;

marcador

Meningite bacteriana;

marcador

Medicamentos ototóxicos;

marcador

Ventilação mecânica que dure mais de cinco dias;

marcador

Sintomas de alguma síndrome da qual se saiba que esteja incluída a perda auditiva;

marcador

Um resultado de 0 a 4 na prova de APGAR no primeiro minuto de nascimento ou de 0 a 6 nos cinco minutos;

marcador

Outros.

 

3- Como controlar os sentimentos de culpa ?
 

Os pais naturalmente se sentem deprimidos, confusos e ainda culpados quando sabem que seu bebê é surdo ou tem dificuldade para ouvir. Muitos sentem que, de algum modo, deveriam ter podido impedir o ocorrido (ainda que não saibam como).

Alguns pais expressam lamento ou raiva sem razão aparente, a qualquer hora do dia, por semanas ou meses. Se a causa da surdez é genética ou se houve algum problema durante a gravidez, os pais podem se sentir culpados e deprimidos.

Os pais de crianças surdas que já passaram por este período emotivo, oferecem as seguintes observações :
 

marcador

Leva tempo entender estes sentimentos. Não se pode acelerar o processo, mas às vezes ajuda saber que este sentimento passará e que não durará para sempre.
 

marcador

Você não culparia um amigo se o filho dele fosse surdo. Você teria compaixão e lhe daria seu apoio afetuoso. Seja tão tolerante consigo mesmo como seria com suas amizades.
 

marcador

A aflição, a depressão e a ira não só desaparecem com o tempo, como são substituídas por alegrias. Desenvolva uma união especial e íntima com a sua criança e logo verá recursos e habilidades mútuas que não haviam sido conhecidas até então.
 

marcador

Conforme aprenda a organizar seus encontros com os médicos, encontre bons professores e terapeutas e estabeleça uma rotina; com certeza você se sentirá menos angustiado.

 
4- Quais são as opções de comunicação para meu filho ?
 

Muitos pais de fato não estão familiarizados com a noção de que há muitas opções de comunicação para as crianças surdas ou com dificuldades de escutar. Em termos gerais, há um grande espectro de opções, desde puramente orais até as puramente manuais, com várias combinações entre ambas.

É importante saber que há gente que favoreça arduamente uma ou outra opção. Como pai, você deve escolher a opção que melhor se acomode a seu filho e a sua família. Para tomar tão grande decisão, você precisará considerar as conseqüências a curto e longo prazo para seu filho e sua família. Uma maneira de fazer isso é falar com pais de crianças surdas maiores que tenham sido educadas com diferentes técnicas.

Para encontrar os ditos pais, tome como base as recomendações dadas por terapeutas, fonoaudiólogos e/ou escolas. Quanto mais informações você tiver, mais fácil será tomar tal decisão para seu pequeno.

Você pode perguntar a outros pais :
 

marcador

Por que escolheu esta opção para seu filho e sua família ?

marcador

O que esta opção exigiu que você, sua família, comunidade e amigos fizessem ?

marcador

Como esta opção afetou a seus outros filhos ?

marcador

Como é a escola de seu filho ? O que está aprendendo agora ?

marcador

Quão independente é seu filho ?

marcador

O que você espera de seu filho ?

marcador

Existe algo que sabe agora sobre o seu filho que gostaria de ter sabido antes ?
 

Talvez queira visitar algumas escolas onde há crianças surdas. Muitos pais dizem que sua decisão foi facilitada, quando viram como distintos tipos de educação afetaram crianças maiores dentro da mesma família.

Você poderia perguntar o seguinte quando visitar as escolas:
 

marcador

O programa inclui a educação dos pais como parte integral ?

marcador

Sua escola apóia o uso de tecnologia auditiva (próteses auditivas...) em todo momento ?

marcador

Os professores e os terapeutas são qualificados na área de educação oral para o surdo ?

marcador

Os alunos lêem de acordo com seu grau escolar ?

marcador

Quantos alunos se integram a escolas regulares e em que idade ?

marcador

Sua escola oferece serviços de apoio aos alunos que se integram a escolas regulares ?

marcador

A que se dedicam seus alunos já graduados ?
 

Segue abaixo uma breve descrição dos métodos de comunicação para as crianças surdas :
 

marcador

Oralismo : A educação oral tem como objetivo permitir à criança escutar e falar como pessoas de audição normal, de modo que tenha um leque maior de opções dentro do mundo ouvinte.
 

marcador

Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) : É uma linguagem expressa totalmente por meio de sinais, gestos e expressões faciais. LIBRAS não é português em sinais, mas uma linguagem separada, com sua própria gramática e elementos sintáticos.
 

marcador

Bilingüismo : É o método que contempla a utilização da linguagem oral com sinais manuais para identificar os sons da linguagem.
 

marcador

Comunicação Total : A comunicação total emprega o respaldo manual para a linguagem oral.

 
5- O que significa e como funciona a Educação Oral ?
 
Os objetivos da educação oral para o surdo são proporcionar a cada criança uma experiência de aprendizagem que enriqueça sua auto-estima, independência, criatividade e habilidades de raciocínio, além de desenvolver em cada criança surda a capacidade de escutar e de falar.

A educação oral para o surdo requer um esforço intensivo diário, dependente de uma equipe de pessoas que trabalham juntas por vários anos e que ajudarão a criança a perceber os sons e os seus significados. Além da educação oral, a criança fará uso da tecnologia para amplificar o resíduo auditivo que esta possua. É reconhecido que a tecnologia não é unicamente a resposta para todos os problemas.

A educação oral pode adotar várias formas, como terapia individual quando a criança é muito pequena e/ou como experiência educativa em grupo, junto com outras crianças. As técnicas educativas utilizadas estão embasadas na criança e sua família e sempre proporcionando um ambiente rico em linguagem, tanto em casa como na escola.

A educação oral para o surdo está enfocada no desenvolvimento integral da criança dentro de sua família e dentro de sua comunidade.
 
6- Como selecionar os profissionais corretos ?
 
É importante fazer uma seleção cuidadosa. Os profissionais que não estão a par dos avanços tecnológicos e educativos, podem pedir para esperar um pouco mais até que seu filho fique maior, antes de começar a intervenção (por exemplo, para colocar as próteses auditivas).

De fato, um estudo recente de profissionais pediátricos que possuem pacientes surdos mostrou o seguinte :
 
marcador Muitos profissionais da área médica desconhecem a possibilidade de detectar uma perda auditiva em crianças recém-nascidas.
 
marcador Somente uma quantidade de profissionais na área médica sabiam que o treinamento auditivo e o desenvolvimento da linguagem podem começar tão rápido quanto a descoberta da surdez.
 
Você deve também estar seguro de encontrar profissionais com os quais se sinta bem, pois eles trabalharão com seu filho por muitos anos. Entreviste vários médicos e fonoaudiólogos antes de escolher um para seu filho.

Você poderá fazer as seguintes perguntas ao profissional :
 
marcador Quantas crianças surdas tem atualmente como pacientes em sua prática profissional ?
marcador Quantos são oralizados e quantos utilizam a língua de sinais ?
marcador Quando aconselha que os pais deixem que um audiologista avalie a audição de sua criança ?
marcador Qual a idade para se colocar uma prótese auditiva em uma criança surda ?


 

bulletFAÇA X NÃO FAÇA

  1. Deixe que ele note que você tem confiança e orgulho dele.

  2. Deixe que ele veja que toda sua família o ama e necessita dele.

  3. Trate-o como se ele pudesse falar normalmente e deixe que ele note que você sabe que ele está entendendo.

  4. Brinque com ele e deixe-o olhar sua face quando você fala.

  5. Brinque em frente de um espelho para que ele possa se divertir, olhando e imitando seus movimentos faciais.

  6. Deixe-o crescer e assumir responsabilidades.

  7. Leia para ele e mostre-lhe quadros.

  8. Fale com ele e peça a outros para que também façam o mesmo.

  9. Dê-lhe oportunidade de desenvolver suas habilidades e interesses especiais.

  10. Fale com ele na voz normal e com sentenças completas.

  11. Espere dele as coisas próprias de sua idade, meio social e nível mental.

  12. Deixe-o fazer sozinho as coisas que pode fazer, isto lhe dará auto-confiança.

  13. Ajude-o quando você estiver ensinando-lhe a cuidar de si próprio.

  14. Use instruções encorajadoras, positivas e específicas para obter uma conduta desejável.

  15. Dê ênfase ao sucesso.

  16. Coopere com o médico, o orientador educacional, o professor e o diretor da escola.

  17. Ensine a obediência.

  18. Fale com ele, fale mais e mais, nunca menos e menos.

  19. Tenha paciência, tempo e esforço.

  20. Explique-lhe detalhadamente os acontecimentos mais vitais da vida diária no lar.

  21. Ensine-lhe como usar a audição residual que ele possui, não interessa quanto seja. Isso é inestimável na aprendizagem da língua, adquirindo elementos de fala e na regularização da entonação e localização da voz.

  22. Comece imediatamente a treinar seus olhos para substituir seus ouvidos ou pelo menos para completar seu resto de audição.

  23. Fique em frente da luz sempre que você estiver falando com ele, pois a luz nas suas costas faz sombras sobre sua face, o que torna difícil a leitura da fala.

  24. Ensine-lhe o que é dele e o que é dos outros.

  25. Faça um relatório de suas atividades diárias.

  26. Fale em seus ouvidos para que ele guarde impressões auditivas que o auxiliarão algum dia a conquistar a fala pelos métodos orais.

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  1. Não escute os vizinhos e parentes quando dizem coisas insensíveis sobre sua criança.

  2. Não se sinta no dever de dar explicação sobre seu filho, como forma de desculpas. Não tenha vergonha dele. Deixe ele notar que você o considera uma pessoa importante e boa.

  3. Não o isole das outras crianças porque ele não pode falar e nem ouvir tão bem como elas. Elas podem ser os seus melhores professores.

  4. Não deixe que a deficiência dele o preocupe demais. Ele sentirá sua preocupação e ansiedade demasiada e também ficará preocupado.

  5. Não se esqueça que o pai também é uma pessoa importante na vida da criança.

  6. Não o compare com os seus irmãos ou com as crianças dos vizinhos.

  7. Não culpe a si mesma, mas comece a tentar ajudá-lo.

  8. Não deixe nenhum membro da família fazer-lhe dengo.

  9. Não tenha medo de deixá-lo crescer e desenvolver-se em outros meios como qualquer criança.

  10. Não fale com palavras isoladas ou soltas, coloque-as dentro de um contexto.

  11. Não grite com ele. Fale com voz natural perto de seus ouvidos. A sua voz será muito mais alta para ele do que você pensa.

  12. Não seja as mãos e os pés dele. Deixe que ele aja.

  13. Não exagere seus movimentos de lábios. Isto torna difícil a compreensão de sua fala.

  14. Não corrija cada palavra que ele usa. Aceite e encoraje a sua fala.

  15. Não espere um desenvolvimento brusco, será lento e contínuo.

  16. Não seja para ele o maior obstáculo.

  17. Não sonhe com tratamentos e curas.

  18. Não perca tempo e energia lamentando o fato da perda da audição.

  19. Não intimide.

  20. Não seja negativista. Tente construir sobre o cabedal que ele já possui.

  21. Não mostre uma cara feia, inerte e sem expressão quando falar com ele. Faça-o pensar que você tem mais interesse em falar com ele, do que qualquer outra coisa.


 

bulletGLOSSÁRIO TÉCNICO

Audiograma - É o resultado obtido de uma avaliação audiológica por meio de um sistema de signos transcritos em forma de gráfico. Assinala as diferentes freqüências que a criança possa escutar. A intensidade é representada no gráfico no eixo Y (de cima para baixo) e a freqüência (sons graves a agudos) representada pelo eixo X da esquerda para direita.

Audiologia - É a ciência que pesquisa e lida com a descrição, tratamento e prevenção das deficiências auditivas.

Audiometria Lúdica (condicionada) - É utilizada, principalmente, após os dois anos de idade ou quando a criança for capaz de compreender a atividade. Utiliza-se a técnica de associar uma atividade motora como resposta ao som apresentado, assim como encaixar peças em um tabuleiro, por exemplo.

Audiometria de observação comportamental - Este procedimento é utilizado até os dois anos de idade, podendo ser empregado em outras faixas etárias se não for possível aplicar outra forma de avaliação. O fonoaudiólogo neste exame observa as reações e a mudança de feição do bebê diante dos sons apresentados para determinar o que ele escuta. O fonoaudiólogo deve ter conhecimento no desenvolvimento infantil normal para detectar as respostas do bebê que podem ser visualizadas através da mudança de sua sucção, abrir dos olhos ou procura da fonte sonora e outros.

Audiometria de reforço visual - Nesta avaliação, o fonoaudiólogo dirige a atenção da criança em direção a um brinquedo que se move quando a criança o olha em resposta a um som que escutou. Este exame se aplica à criança durante os dois primeiros anos de vida, principalmente após os cinco meses de vida. É preciso manter contato "olho a olho" entre a criança e o examinador o tempo todo.

Audiometria de tronco cerebral (ABR ou BERA) - É exame objetivo, ou seja, a criança não precisa responder ativamente aos estímulos auditivos podendo ser realizado até quando a criança estiver dormindo. Neste exame auditivo são colocados sensores sobre a cabeça para detectar a resposta do tronco cerebral diante dos estímulos apresentados. Este teste não tem como objetivo substituir procedimentos audiológicos de rotina, e sim complementá-los no diagnóstico de problemas auditivos. É uma medida eletrofisiológica.

Audiometria em campo livre - É uma avaliação audiológica realizada dentro de uma cabina acústica, onde os estímulos sonoros são emitidos através de caixa acústica. Nesta avaliação não é utilizado o fone de orelha.

Avaliação auditiva ou Audiometria - É o conjunto de técnicas, testes ou provas conduzidas pelo fonoaudiólogo para descobrir o que a criança pode escutar e recomendações sobre as medidas que podem ser adotadas.

Avaliação de reflexos auditivos - Numa orelha normal, o músculo do estribo (ossículo da orelha média) se contrai em resposta a sons fortes entre 70 e 100 dB (decibéis). Nesta avaliação, o fonoaudiólogo apresenta um som forte e analisa se a criança apresenta um reflexo acústico ou não.

Comunicação total - É a filosofia que utiliza o auxílio manual para a linguagem oral.

Condução aérea - É a condução do som para a orelha interna através do conduto auditivo externo. Na audiometria ela demonstra o som apresentado através dos fones de ouvido ou alto-falantes nas avaliações em campo livre.

Condução óssea - É a condução do som para a orelha interna através dos ossos cranianos. Na audiometria ela demonstra apresentação do som, através de um vibrador ósseo especificamente colocado no osso da mastóide atrás da orelha ou na fronte.

Decibel (dB) - É a unidade de medida de intensidade do som.

Detecção - É a habilidade de perceber a presença ou ausência dos sons. É o passo básico da audição. Outras habilidades mais elaboradas como a discriminação, identificação e reconhecimento de som iniciam-se todos com a detecção.

Emissões otoacústicas - Neste exame é introduzida uma pequena sonda no conduto auditivo externo para medir o "eco" proveniente da orelha interna em resposta ao estímulo auditivo. Uma cóclea normal produz uma resposta (eco) através do som que chega até a orelha. Se não há resposta, pode haver a possibilidade de uma perda auditiva. Assim como a audiometria de tronco cerebral (ABR ou BERA), este também é um exame objetivo.

Espectro de fala - São as freqüências que abrangem os sons da fala.

Fonoaudiologia - É área que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia na área da comunicação oral e escrita, voz e audição, padrões de fala e da voz. O profissional responsável é o fonoaudiólogo com graduação plena em Fonoaudiologia. Atualmente para exercer a sua profissão, este necessita como pré-requisito curso de especialização em uma das áreas escolhidas. Entretanto, pode e deve prosseguir seus estudos em programas de mestrado e doutorado.

Freqüência - O som se produz pelas ondas sonoras que fazem vibrar a membrana timpânica. A freqüência se refere ao número de vibrações ou ciclos por segundo no som. Vibrações rápidas produzem sons agudos e vibrações mais lentas produzem sons graves.

Grau da perda auditiva - Segundo a classificação de Davis e Silverman (1970), o sujeito com média auditiva para as freqüências de 500, 1000 e 2000 Hz entre 0-25 dB é classificado como ouvinte normal; 26-40 dB perda auditiva de grau leve; 41-70 dB perda auditiva de grau moderado; 71-90 dB perda auditiva de grau severo e >90 dB perda auditiva de grau profundo.

Hertz (Hz) - Unidade de medida de freqüência ou o número de ciclos por segundo da onda sonora.

Implante coclear - É o instrumento eletrônico inserido cirurgicamente que estimula os nervos auditivos da orelha interna para ajudar a criança a ouvir e a processar som e linguagem. Os implantes cocleares usualmente são utilizados em casos em que a surdez é tão severa que as próteses auditivas proporcionam apenas uma pequena ajuda.

Leitura orofacial - É a habilidade que uma pessoa possui para compreender o que se fala por meio apenas da observação dos lábios e gestos do falante.

LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) - É uma linguagem expressa por meio de sinais. Expressões e gestos, sem a utilização da linguagem oral.

Limiar auditivo - É o som mais sutil percebido pela criança.

Molde e tubo plástico - Não são simplesmente pré-requisitos para segurar a prótese auditiva na orelha de uma paciente, mas sim, as principais partes externas de uma prótese retroauricular. Essencialmente, eles conduzem os sons do receptor da prótese auditiva para o conduto auditivo externo e a membrana timpânica. O molde é feito especialmente para cada indivíduo (usuário) de uma ou duas próteses. A confecção de um molde requer conhecimentos básicos tanto de anatomia como da acústica do ouvido. O molde pode sofrer modificações para melhorar características acústicas de cada prótese de acordo com o tipo e grau de perda do paciente.

Oralismo - Método de instrução baseado na idéia de que a maioria das pessoas pode aprender a escutar e a falar com treinamento auditivo desde cedo, havendo o desenvolvimento do potencial auditivo da criança. O enfoque desta metodologia é o de usar o canal auditivo para desenvolver linguagem e articulação oral. O objetivo é desenvolver em cada criança um ser independente e membro participante da sociedade ouvinte a que pertence.

Otorrinolaringologista - É o médico especialista no tratamento de alterações na orelha, nariz, garganta, cabeça e pescoço.

Perda auditiva - Redução da sensibilidade auditiva que chega a interferir nas atividades escolares ou de trabalho.

Prótese auditiva - É um instrumento eletrônico que amplifica e conduz o som para a orelha. Algumas pessoas com problema auditivo podem processar bem os sons e a linguagem com ajuda de próteses auditivas.

Retro-alimentação acústica ou microfonia (Feedback) - Ocorre quando o som amplificado escapa do conduto auditivo, entra pelo microfone e é re-amplificado. O resultado é um apito longo e incômodo. Pode ser resultado de adaptação inadequada do molde ou vazamento de som pela ventilação. A retro-alimentação também pode ocorrer quando os moldes devido ao crescimento das orelhas se tornam pequenos e devem ser refeitos.

Resíduo auditivo - São os restos auditivos funcionais da cóclea, devidamente estimulados, que permitem o uso de uma audição residual.

Timpanometria - Esta avaliação mede o movimento da membrana timpânica assim como a capacidade da orelha média de conduzir o som até a orelha interna. Este exame geralmente se realiza junto com o exame de emissões otoacústicas ou com o exame de reflexos auditivos.

Tipo da perda auditiva - Dependendo do local em que a lesão está situada, pode-se denominá-la: perda auditiva condutiva, perda auditiva sensorioneural, perda auditiva mista e perda auditiva central. Perda auditiva condutiva é determinada por patologias que ocorram na orelha externa e/ou média. A do tipo sensorioneural é determinada por alguma lesão na cóclea e/ou nervo coclear. Já a do tipo mista está presente quando há um componente condutivo e sensorioneural ocorrendo simultaneamente. Finalmente, a perda auditiva do tipo central é aquela acometida por distúrbios nas vias auditivas centrais.

Referências bibliográficas:

- Andrade, Claudia Regina Furquim. Fonoaudiologia em berçário normal e de risco.
  São Paulo : Lovise, 1996. (Atualidade em fonoaudiologia; v. 1)

- Gama, Marcia Regina (org.). Resolvendo casos em audiologia.
  São Paulo : Summus, 2001.

- Oraldeafed. Haga un ruido alegre. Oberkotter Foundation, 2000.

- Quiros, Julio B., D’Elia, Nelly. La audiometria del adulto y del niño.
  Buenos Aires : Paidos, 1974.


 

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