
Audiograma - É o resultado obtido de uma avaliação
audiológica por meio de um sistema de signos
transcritos em forma de gráfico. Assinala as diferentes freqüências que a
criança possa escutar. A intensidade é representada no gráfico no eixo Y (de
cima para baixo) e a freqüência (sons graves a agudos) representada pelo eixo X
da esquerda para direita.
Audiologia - É a ciência que pesquisa e lida com a
descrição, tratamento e prevenção das deficiências auditivas.
Audiometria Lúdica (condicionada) - É utilizada,
principalmente, após os dois anos de idade ou quando a criança for capaz de
compreender a atividade. Utiliza-se a técnica de associar uma atividade motora
como resposta ao som apresentado, assim como encaixar peças em um tabuleiro, por
exemplo.
Audiometria de observação comportamental - Este
procedimento é utilizado até os dois anos de idade, podendo ser empregado em
outras faixas etárias se não for possível aplicar outra forma de avaliação. O
fonoaudiólogo neste exame observa as reações e a mudança de feição do bebê
diante dos sons apresentados para determinar o que ele escuta. O fonoaudiólogo
deve ter conhecimento no desenvolvimento infantil normal para detectar as
respostas do bebê que podem ser visualizadas através da mudança de sua sucção,
abrir dos olhos ou procura da fonte sonora e outros.
Audiometria de reforço visual - Nesta avaliação, o
fonoaudiólogo dirige a atenção da criança em direção a um brinquedo que se move
quando a criança o olha em resposta a um som que escutou. Este exame se aplica à
criança durante os dois primeiros anos de vida, principalmente após os cinco
meses de vida. É preciso manter contato "olho a olho" entre a criança e o
examinador o tempo todo.
Audiometria de tronco cerebral (ABR ou BERA) - É
exame objetivo, ou seja, a criança não precisa responder ativamente aos
estímulos auditivos podendo ser realizado até quando a criança estiver dormindo.
Neste exame auditivo são colocados sensores sobre a cabeça para detectar a
resposta do tronco cerebral diante dos estímulos apresentados. Este teste não
tem como objetivo substituir procedimentos audiológicos de rotina, e sim
complementá-los no diagnóstico de problemas auditivos. É uma medida
eletrofisiológica.
Audiometria em campo livre - É uma avaliação
audiológica realizada dentro de uma cabina acústica, onde os estímulos sonoros
são emitidos através de caixa acústica. Nesta avaliação não é utilizado o fone
de orelha.
Avaliação auditiva ou Audiometria - É o conjunto
de técnicas, testes ou provas conduzidas pelo fonoaudiólogo para descobrir o que
a criança pode escutar e recomendações sobre as medidas que podem ser adotadas.
Avaliação de reflexos auditivos - Numa orelha
normal, o músculo do estribo (ossículo da orelha média) se contrai em resposta a
sons fortes entre 70 e 100 dB (decibéis). Nesta avaliação, o fonoaudiólogo
apresenta um som forte e analisa se a criança apresenta um reflexo acústico ou
não.
Comunicação total - É a filosofia que utiliza o
auxílio manual para a linguagem oral.
Condução aérea - É a condução do som para a orelha
interna através do conduto auditivo externo. Na audiometria ela demonstra o som
apresentado através dos fones de ouvido ou alto-falantes nas avaliações em campo
livre.
Condução óssea - É a condução do som para a orelha
interna através dos ossos cranianos. Na audiometria ela demonstra apresentação
do som, através de um vibrador ósseo especificamente colocado no osso da
mastóide atrás da orelha ou na fronte.
Decibel (dB) - É a unidade de medida de
intensidade do som.
Detecção - É a habilidade de perceber a presença
ou ausência dos sons. É o passo básico da audição. Outras habilidades mais
elaboradas como a discriminação, identificação e reconhecimento de som
iniciam-se todos com a detecção.
Emissões otoacústicas - Neste exame é introduzida
uma pequena sonda no conduto auditivo externo para medir o "eco" proveniente da
orelha interna em resposta ao estímulo auditivo. Uma cóclea normal produz uma
resposta (eco) através do som que chega até a orelha. Se não há resposta, pode
haver a possibilidade de uma perda auditiva. Assim como a audiometria de tronco
cerebral (ABR ou BERA), este também é um exame objetivo.
Espectro de fala - São as freqüências que abrangem
os sons da fala.
Fonoaudiologia - É área que atua em pesquisa,
prevenção, avaliação e terapia na área da comunicação oral e escrita, voz e
audição, padrões de fala e da voz. O profissional responsável é o fonoaudiólogo
com graduação plena em Fonoaudiologia. Atualmente para exercer a sua profissão,
este necessita como pré-requisito curso de especialização em uma das áreas
escolhidas. Entretanto, pode e deve prosseguir seus estudos em programas de
mestrado e doutorado.
Freqüência - O som se produz pelas ondas sonoras
que fazem vibrar a membrana timpânica. A freqüência se refere ao número de
vibrações ou ciclos por segundo no som. Vibrações rápidas produzem sons agudos e
vibrações mais lentas produzem sons graves.
Grau da perda auditiva - Segundo a classificação
de Davis e Silverman (1970), o sujeito com média auditiva para as freqüências de
500, 1000 e 2000 Hz entre 0-25 dB é classificado como ouvinte normal; 26-40 dB
perda auditiva de grau leve; 41-70 dB perda auditiva de grau moderado; 71-90 dB
perda auditiva de grau severo e >90 dB perda auditiva de grau profundo.
Hertz (Hz) - Unidade de medida de freqüência ou o
número de ciclos por segundo da onda sonora.
Implante coclear - É o instrumento eletrônico
inserido cirurgicamente que estimula os nervos auditivos da orelha interna para
ajudar a criança a ouvir e a processar som e linguagem. Os implantes cocleares
usualmente são utilizados em casos em que a surdez é tão severa que as próteses
auditivas proporcionam apenas uma pequena ajuda.
Leitura orofacial - É a habilidade que uma pessoa
possui para compreender o que se fala por meio apenas da observação dos lábios e
gestos do falante.
LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) - É uma
linguagem expressa por meio de sinais. Expressões e gestos, sem a utilização da
linguagem oral.
Limiar auditivo - É o som mais sutil percebido
pela criança.
Molde e tubo plástico - Não são simplesmente
pré-requisitos para segurar a prótese auditiva na orelha de uma paciente, mas
sim, as principais partes externas de uma prótese retroauricular.
Essencialmente, eles conduzem os sons do receptor da prótese auditiva para o
conduto auditivo externo e a membrana timpânica. O molde é feito especialmente
para cada indivíduo (usuário) de uma ou duas próteses. A confecção de um molde
requer conhecimentos básicos tanto de anatomia como da acústica do ouvido. O
molde pode sofrer modificações para melhorar características acústicas de cada
prótese de acordo com o tipo e grau de perda do paciente.
Oralismo - Método de instrução baseado na idéia de
que a maioria das pessoas pode aprender a escutar e a falar com treinamento
auditivo desde cedo, havendo o desenvolvimento do potencial auditivo da criança.
O enfoque desta metodologia é o de usar o canal auditivo para desenvolver
linguagem e articulação oral. O objetivo é desenvolver em cada criança um ser
independente e membro participante da sociedade ouvinte a que pertence.
Otorrinolaringologista - É o médico especialista
no tratamento de alterações na orelha, nariz, garganta, cabeça e pescoço.
Perda auditiva - Redução da sensibilidade auditiva
que chega a interferir nas atividades escolares ou de trabalho.
Prótese auditiva - É um instrumento eletrônico que
amplifica e conduz o som para a orelha. Algumas pessoas com problema auditivo
podem processar bem os sons e a linguagem com ajuda de próteses auditivas.
Retro-alimentação acústica ou microfonia (Feedback) -
Ocorre quando o som amplificado escapa do conduto auditivo, entra pelo microfone
e é re-amplificado. O resultado é um apito longo e incômodo. Pode ser resultado
de adaptação inadequada do molde ou vazamento de som pela ventilação. A
retro-alimentação também pode ocorrer quando os moldes devido ao crescimento das
orelhas se tornam pequenos e devem ser refeitos.
Resíduo auditivo - São os restos auditivos
funcionais da cóclea, devidamente estimulados, que permitem o uso de uma audição
residual.
Timpanometria - Esta avaliação mede o movimento da
membrana timpânica assim como a capacidade da orelha média de conduzir o som até
a orelha interna. Este exame geralmente se realiza junto com o exame de emissões
otoacústicas ou com o exame de reflexos auditivos.
Tipo da perda auditiva - Dependendo do local em
que a lesão está situada, pode-se denominá-la: perda auditiva condutiva, perda
auditiva sensorioneural, perda auditiva mista e perda auditiva central. Perda
auditiva condutiva é determinada por patologias que ocorram na orelha externa
e/ou média. A do tipo sensorioneural é determinada por alguma lesão na cóclea
e/ou nervo coclear. Já a do tipo mista está presente quando há um componente
condutivo e sensorioneural ocorrendo simultaneamente. Finalmente, a perda
auditiva do tipo central é aquela acometida por distúrbios nas vias auditivas
centrais.
Referências bibliográficas:
- Andrade, Claudia Regina Furquim.
Fonoaudiologia em berçário normal e de risco.
São Paulo : Lovise, 1996. (Atualidade em fonoaudiologia; v. 1)
- Gama, Marcia Regina (org.). Resolvendo casos
em audiologia.
São Paulo : Summus, 2001.
- Oraldeafed. Haga un ruido alegre. Oberkotter
Foundation, 2000.
- Quiros, Julio B., D’Elia, Nelly. La
audiometria del adulto y del niño.
Buenos Aires : Paidos, 1974.