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 | DEPOIMENTOS
DOS PAIS
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Depoimento 1 : Eu sei como é difícil aceitar ter um
filho com algum tipo de deficiência. O importante para mim é que meu filho é
perfeito, enxerga, ajuda, brinca, corre, é muito inteligente, observador e,
modéstia a parte, ele também é lindo!

Tive contato no hospital (quando ele teve uma bronquiolite muito grave) com
pais que têm seus filhos em estados muito, mas muito piores do que uma
deficiência auditiva. Meu filho tinha somente 50 dias de vida quando aconteceu
isso, no entanto só viemos a saber do probleminha da audição com 3 meses de
idade, porque o pediatra pediu o "BERA" que deveria ter sido feito já na
maternidade. Digo isso porque ele nasceu prematuro de 31 semanas e nestes
casos, eles são obrigados a realizar o exame.
Amo muito meu filho. Tenho certeza que não haverá nenhum empecilho para ele
enfrentar obstáculos, pois tudo poderá ser resolvido. O preconceito existirá,
mas se na sua vida não houver preconceito, com certeza não haverá da parte de
mais ninguém!
Silvana Dib Maluhy Kopaz
Depoimento 2 : A incerteza quanto a audição do nosso menino
iniciou-se quando ele ainda estava em meu ventre. Era dezembro de 1999 quando
senti que algo estranho tinha acontecido, era o tampão que havia saído.
Corremos para a clínica onde foi detectado o início do trabalho de parto. Os
resultados dos testes do coração e cérebro estavam dentro da normalidade, mas
a médica ficou intrigada pois ele não reagia aos estímulos sonoros.

Após isso, ficamos internados na maternidade por 15 dias até o nosso nenê
nascer. Diariamente eram realizados exames de ultra-sonografia e o
monitoramento dos batimentos cardíacos no mínimo 6 vezes ao dia.
Neste período de internação minha angústia se tornava cada dia maior, pois
além da tortura do teste de estímulo sonoro, feito através de uma buzina,
sentia um certo ar de dúvida por parte de todos.
No dia 7 de janeiro de 2000 aconteceu a coisa mais linda e emocionante de
nossas vidas, o nascimento de Lucas. A emoção era tanta que nos fez esquecer
tudo que passamos naqueles dias de ansiedade, principalmente em relação a sua
audição. Ignorávamos a importância do diagnóstico precoce, pois sabíamos da
existência do exame na maternidade, mas não tivemos a coragem de perguntar se
havia sido realizado e fomos embora sem saber.
Alguns meses se passaram e como nas consultas ao neuro sempre perguntava sobre
a audição, pedimos orientação de como avaliar a capacidade auditiva de nosso
filho. As vezes parecia que ele escutava, outras vezes não.
Somente após 8 meses resolvemos ligar para marcar exames para uma averiguação
mais profunda e especializada de sua audição, pois não achávamos justo ficar
testando o nosso filho o dia inteiro. Entramos no consultório felizes mas com
muito medo do que poderia acontecer, já que éramos completamente leigos em
relação a deficientes auditivos.
O médico ressaltou a necessidade urgente de procurarmos um fonoaudiólogo, pois
não havia tempo a se perder. Na 2ª - 3ª consulta, nosso filho já estava com o
molde e os aparelhos auditivos atrás das orelhas. Durante mais de 2 meses
passamos por momentos de desespero, consultamos vários especialistas e até
recebemos orientações de forma antiquada e desinformada, dizendo que a
deficiência era grave e que não havia muito o que fazer.
Após uma nova avaliação audiológica na clínica da USP, as coisas começaram a
ficar mais claras para nós, recebendo inclusive muitos conselhos e exemplos de
deficientes auditivos que se integraram perfeitamente na sociedade. Hoje
acredito que é fundamental a empatia entre TERAPEUTA x PACIENTE x PAIS para
alcançar uma eficiência no tratamento.

Lucas está com 2 anos e 4 meses (Maio/2002) e depois de tudo que passamos,
sinto-me muito gratificada pela evolução e por cada palavra nova que soa de
seus lábios. Ele é muito especial e observador. Raramente está triste e sua
simpatia contagia todas as pessoas por onde passa. Em muitos lugares sua
deficiência passa desapercebida, pois ele se integra em qualquer ambiente.
Sempre o expusemos muito e talvez isto tenha colaborado na sua parte
cognitiva.
A escola também colabora muito no seu desenvolvimento, ressaltando que ele
estuda numa escola normal, de ouvintes, onde sua professora é orientada pela
fonoaudióloga. O nosso filho nos dá muita alegria e temos muita gratidão e
carinho por todas as pessoas que contribuíram e continuam contribuindo na
aquisição de sua vida sonora e no seu desenvolvimento intelectual. Agradeço em
especial a fonoaudióloga Anna Maria Amaral Roslyng-Jensen, que com sua
experiência, sensibilidade e carinho nos amparou e nos guia neste caminho,
hoje, mais fácil de ser percorrido.
Maria Cândida Barbosa do Nascimento
Depoimento 3 : Que nunca se deixe vencer pelo cansaço, pois o
resultado obtido é um espetáculo para os olhos e uma emoção sem tamanho para o
coração.
Alexandra C. P. dos Santos
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DE FOTOS
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 | ATIVIDADES ESPECIAIS |
Nosso grupo de pais acontece
quinzenalmente há alguns anos. É o momento em que pais trocam suas
experiências, vivências e dúvidas do dia-a-dia. Dúvidas que nem sempre os
profissionais conseguem responder.
É deste grupo que saem as relações e conhecimento entre as crianças. A riqueza
de cada uma encontrar seus amigos com quem se identificam.
Se quiserem mais informações, comuniquem-se conosco.
1- Tivemos um encontro especial, fora de
São Paulo. Que alegre foi este domingo, 7 de junho ! Outros virão. Vejam as
fotos aqui.
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2- Festa Junina : Sempre comemoramos o
Natal, mas não é sempre que Papai Noel aparece. Apenas em Dezembro ! Por isto,
as caipirinhas e os caipiras festejam São João, São Pedro e São Paulo.
Quadrilha, jogos, prendas e muita comida típica.
Aguardem, as fotos virão depois.

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